Setores intensivos em carbono enfrentam o desafio de atingir emissões líquidas zero até 2050.
Para limitar o aumento da temperatura média global a 1,5 °C acima dos níveis pré-industriais, será necessário um esforço coordenado para descarbonizar todos os setores da economia até 2050. No centro dessa transição estão áreas particularmente difíceis de reduzir, como o transporte rodoviário de carga, o transporte marítimo, a aviação, a siderurgia, os produtos químicos e petroquímicos. Esses setores juntos são responsáveis por cerca de 20% das emissões globais de CO₂.
A descarbonização desses setores exige soluções específicas e de longo prazo, como a eletrificação de veículos pesados, o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF), a adoção de hidrogênio verde na indústria pesada e o desenvolvimento de processos de produção menos intensivos em carbono. Além disso, investimentos em infraestrutura, inovação tecnológica e políticas públicas robustas são fundamentais para viabilizar essa transformação em escala global.
O relatório da IRENA aponta que, além de tecnologias limpas, é essencial promover eficiência energética, mudanças no comportamento do consumidor e cadeias de suprimento mais sustentáveis. A transição para uma economia de baixo carbono não será linear, mas representa uma oportunidade histórica de reestruturar os sistemas produtivos de forma mais resiliente, inovadora e alinhada aos limites planetários.
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